Resistance of Aedes aegypti (L.) (Diptera: Culicidae) to Temephos in Brazil: A Revision and New Data for Minas Gerais State

Marco Aurélio P. Horta, Francimar I. Castro, Cassiano S. Rosa, Michel C. Daniel, Alan L. Melo

Resumo


O dengue afeta milhares de pessoas nas regiões tropicais de todo o planeta. Os serviços de saúde no Brasil vêm desde 1967 usando o organofosforado temefós no combate às larvas do mosquito Aedes aegypti, mas vários trabalhos vêm mostrando um aumento da tolerância destes mosquitos ao temefós. Desde 1986 quando o dengue foi introduzido no Brasil, a doença tem sido detectada todos os anos principalmente em Minas Gerais, onde o maior surto epidêmico ocorreu em 1988 seguido de um novo surto no inicio de 2002. Objetivando verificar a susceptibilidade da população de Ae. aegypti ao temefós no município de Coronel Fabriciano, MG, bio-ensaios de resistência foram realizados com a concentração diagnóstica do temefós de 0,012 mg/L para as larvas F1 dos mosquitos coletados com armadilhas de oviposição. Os ensaios 1, 2, 3 e 4 apresentaram taxas de mortalidade para a linhagem Rockefeller de 97%, 100%, 100% e 99% respectivamente. As taxas de mortalidade para a populacao natural foram de 5,12%, 3,37%, 0% e 2,66%. A mortalidade média para o experimento foi de 2,78% para a população natural e de 99% para os mosquitos Rockefeller. Os resultados indicam uma tendência para a ocorrência de resistência para larvas de Ae. aegypti expostas a concentrações de temefós. Comparações com resultados obtidos por outros autores em outras regiões do Brasil mostram que as taxas de mortalidade obtidas variam de zero to 100% com a mortalidade media para todos os valores obtidos de 39,29% ± 30,13. Os dados apresentados neste estudo servem como base para modificações no plano de manejo do controle do Ae. aegypti pelo Programa de Controle da Dengue no Brasil.

Palavras-chave


dengue, organofosforado, susceptibilidade, armadilha de oviposição

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DOI: https://doi.org/10.14295/BA.v6.0.103

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