Avaliação de Inseticidas Neonicotinóides para o Controle da Mariposa-Oriental Grapholita molesta (Busck) (Lepidoptera: Tortricidae) em Laboratório e Pomar Comercial de Maçã com Infestações Artificiais

Cristiano Arioli, Marcelo Zart, Mauro Garcia, Marcos Botton

Resumo


A mariposa oriental, Grapholita molesta (Busck) (Lepidoptera: Tortricidae), é uma das principais pragas da cultura da macieira no Brasil. O controle do inseto tem sido realizado basicamente com inseticidas de alta toxicidade e não seletivos aos inimigos naturais. Neste trabalho foi avaliado o efeito dos neonicotinóides acetamiprida (Mospilan, 20 e 40 g/100 L) e clotianidina (Focus PM, 10 e 20 g/100 L) comparados com o fosmete (Imidan 500 PM, 200 g /100 L) para o controle da G. molesta em laboratório e pomar comercial utilizando infestação artificial. Em laboratório, posturas e frutos foram tratadas com os inseticidas e, em pomar comercial, as maçãs foram infestadas artificialmente após a aplicação dos produtos. Acetamiprida e clotianidina nas maiores doses reduziram a eclosão de lagartas em 99,7 e 79,7%, respectivamente enquanto que o fosmete não apresentou efeito ovicida (12,4% de redução). Na testemunha (água) foi observada uma eclosão de lagartas de 96,6%. Os inseticidas acetamiprida e clotianidina proporcionaram uma mortalidade de lagartas de G. molesta em laboratório após 96 h entre 83,3 e 97,6 % equivalente ao fosmete (95,2%). Em pomar comercial, a mortalidade de lagartas avaliada nove dias após a infestação foi entre 76,9 e 88,4% indicando a viabilidade da metodologia para avaliar o efeito de inseticidas no controle do inseto. Os inseticidas neonicotinóides acetamiprida e clotianidina apresentam-se como alternativas ao emprego dos
orgnofosforados para o controle da mariposa oriental na cultura da macieira.

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DOI: https://doi.org/10.14295/BA.v2.127

Sociedade Entomológica do Brasil