Controle do Coró Liogenys fusca (Blanchard) (Coleoptera: Melolontidae) com Inseticidas Aplicados nas Sementes e no Sulco de Semeadura da Soja (Glycine max)

Crébio José Ávila, Lúcia M. Vivan, Viviane Santos

Resumo


Dentre as pragas de solo que atacam a soja, destacam-se as larvas rizófagas de besouros melolontídeos que podem causar danos severos nos estágios iniciais de desenvolvimento da cultura, sendo Liogenys fusca (Blanchard) (Coleoptera: Melolonthidae) a espécie mais comum na Região Central do Brasil. Objetivou-se avaliar o efeito de inseticidas aplicados nas sementes ou em pulverização no sulco de semeadura da soja visando o controle do coró L. fusca. O estudo foi conduzido durante a safra de 2006/2007, no Estado de Mato Grosso, sendo avaliados os seguintes inseticidas aplicados no sulco de semeadura: clorpirifós (576 e 720 g/ha), endosulfam (1050 g/ha), bifentrina (40 e 60 g/ha), imidacloprido (60 g/ha), fipronil (25 g/ha). Nas sementes foram avaliados os seguintes inseticidas (100 kg de sementes): imidacloprido (60), clotianidina (60), fipronil (25 e 50), imidacloprido + tiodicarbe (60 + 180), acefato (600), tiametoxam (42). Para avaliar o efeito dos inseticidas e modo de aplicação dos mesmos, avaliou-se o estande aos 10 e 35 dias após a emergência (DAE) da soja, bem como a altura das plantas aos 35 e 54 DAE e o rendimento de grãos. Clorpirifós (720 g.ha-1), endosulfam (1050 g.ha-1) e fipronil (25 g.ha-1), aplicados no sulco de semeadura, e imidacloprido (60 g./100 kg), clotianidina (60 g/100 kg) e fipronil (50 g/100 kg), aplicados nas sementes garantiram o melhor estabelecimento e desenvolvimento inicial das plantas de soja. Entretanto, não se verificou diferença para o rendimento de grãos entre os inseticidas aplicados no sulco ou nas sementes de soja, mas esses tratamentos químicos proporcionaram maior rendimento de grãos do que o tratamento testemunha. A aplicação de inseticidas nas sementes ou no sulco de semeadura pode ser usada como uma estratégia para o controle de larvas de L. fusca na cultura da soja.

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DOI: https://doi.org/10.14295/BA.v9.137


Sociedade Entomológica do Brasil