Efeito de Bacillus thuringiensis nas características biológicas do predador Orius insidiosus Say (Hemiptera: Anthocoridae) alimentado com ovos de Plutella xylostella L. (Lepidopteta: Plutellidae)

Roberto Marchi Goulart, Sergio Antonio De Bortoli, Alessandra Marieli Vacari, Valéria Lucas Laurentis, Ana Carolina Pires Veiga, Caroline Placidi De Bortoli, Ricardo Antonio Polanczyk

Resumo


A traça-das-crucíferas, Plutella xylostella (L.) (Lepidoptera: Plutellidae), é considerada uma das pragas mais importantes de brassicáceas (Brassicaceae) em todo o mundo. A praga ocorre todos os anos no Brasil, onde o seu manejo é feito principalmente com controle químico por causa de sua conveniência e rápida ação inicial. O uso indiscriminado de inseticidas afeta organismos não-alvo e tem sido associado com o aumento da resistência de populações de P. xylostella. Estas preocupações despertaram o interesse para o uso de outras estratégias de controle, que incluem o uso de microrganismos entomopatogênicos como Bacillus thuringiensis Berliner e do predador Orius insidiosus (Say) (Hemiptera: Anthocoridae). O objetivo foi avaliar o efeito de B. thuringiensis (B. thuringiensis aizawai GC 91, Agree®) nas características biológicas de O. insidiosus. Os predadores foram alimentados com ovos de P. xylostella tratados com água destilada (controle) ou com suspensão de B. thuringiensis (0,7 g/0,5 L). Os seguintes aspectos biológicos foram avaliados: duração, sobrevivência e consumo durante o período ninfal; e consumo, número de ovos por fêmea e viabilidade de ovos durante a fase adulta. Os parâmetros de tabela de vida de fertilidade também foram avaliados para os tratamentos com ovos tratados e não tratados com B. thuringiensis. Os resultados mostraram que dentre os parâmetros de O. insidiosus a duração de ninfas de segundo ínstar, consumo ninfal e longevidade de fêmeas foram afetados pela presença de B. thuringiensis nos ovos tratados. Fêmeas alimentadas com ovos tratados mostraram menor número da progênie, que consequentemente levou a uma menor taxa de crescimento populacional.

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DOI: http://dx.doi.org/10.14295/BA.v10.142

Sociedade Entomológica do Brasil