Toxicidade de Pesticidas Utilizados na Cultura do Pessegueiro para Estágios Imaturos de Trichogramma pretiosum Riley (Hymenoptera: Trichogrammatidae)

Fabrizio Giolo, Anderson Grützmacher, Cristiane Manzoni, Wagner Härter, Cristiane Müller, Rodolfo Castilhos

Resumo


Um dos promissores agentes biológicos para controle da Grapholita molesta (Busck) e Argyrotaenia sphaleropa (Meyrick) (Lepidoptera: Tortricidae) em pomares de pessegueiro do Brasil é o parasitóide de ovos Trichogramma pretiosum Riley. Porém, pouco se conhece sobre a toxicidade dos pesticidas utilizados na cultura do pessegueiro sobre este parasitóide. Neste sentido, a toxicidade dos pesticidas (nome comercial - g ou ml de produto comercial.100 L-1) abamectina (Vertimec 18 CE - 80), carbaril (Sevin 480 SC - 360), deltametrina (Decis 25 CE - 40), enxofre (Kumulus DF - 600), etofenproxi (Trebon 100 SC - 150), fentiona (Lebaycid 500 - 100), fosmete (Imidan 500 WP - 200), glifosato (Glifosato Nortox - 6 L.ha-1), glufosinato-sal de amônio (Finale - 2 L. ha-1), malationa (Malathion 1000 CE - 200), óleo mineral (Assist - 2000) e triclorfom (Dipterex 500 - 300) foi avaliada nos estágios imaturos do parasitóide, em laboratório. Utilizou-se água como tratamento testemunha. Os bioensaios consistiram na pulverização direta dos tratamentos sobre ovos de Anagasta kuehniella (Zeller) (Lepidoptera: Pyralidae) contendo em seu interior o parasitóide nos estágios de ovo-larva, pré-pupa e pupa. Reduções na emergência de adultos em relação à testemunha foram utilizadas para mensurar os efeitos dos tratamentos. Os pesticidas foram então classificados de acordo com as categorias da IOBC/WPRS. O inseticida carbaril foi levemente nocivo aos estágios de ovo-larva e pupa e moderadamente nocivo ao estágio de pré-pupa. O inseticida malationa foi inócuo aos estágios de ovo-larva e pré-pupa e levemente nocivo ao estágio de pupa. Os demais pesticidas foram inócuos a T. pretiosum e podem ser utilizados em associação com esta espécie no controle de pragas em pomares de pessegueiro.

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DOI: https://doi.org/10.14295/BA.v1.0.35

Sociedade Entomológica do Brasil