Susceptibilidade de Populações de Culex quinquefasciatus Say (Diptera: Culicidae) Sujeitas ao Controle com Bacillus sphaericus Neide no Rio Pinheiros, São Paulo

Carlos Andrade, Jairo Campos, Isaías Cabrini, Carlos Marques Filho, Sumire Hibi

Resumo


Localizado na cidade de São Paulo, o Rio Pinheiros é um grande criadouro urbano do mosquito Culex quinquefasciatus, e tal situação tem piorado desde que o bombeamento da sua água para a represa Billings foi interrompido. O Centro de Controle de Zoonoses lançou em 2002, um novo programa de controle usando adulticidas químicos e um larvicida biológico (Vectolex G, 650 BsITU/mg de potência) à base de Bacillus sphaericus. Apresenta-se aqui uma primeira avaliação da susceptibilidade das larvas de C. quinquefasciatus do Rio Pinheiros depois de 16 a 18 aplicações de Vectolex G. A linha base de susceptibilidade do mosquito ao B. sphaericus foi inicialmente estabelecida para uma população de uma área nunca exposta a controle (população Unicamp, Campinas, SP). A susceptibilidade de duas populações do Rio Pinheiros (sob as pontes Guido Caloi – PGUICAL e Eusébio Matoso – PEUSMAT) foi estabelecida. Diluições seriais de 0,00312 a 0,2 mg/L de uma solução estoque (10.000 mg/L) de Vectolex WDG foram usadas em quatro réplicas de 30 larvas (L3 e L4) cada. Os valores de CL50 e CL90 para a população PGUICAL foram superiores (respectivamente 2,85 e 2,66 vezes) e para a população PEUSMAT próximos (respectivamente 0,6 e 1,34 vez) aos encontrados para a população UNICAMP. As razões de resistência para ambas as populações, PGUICAL e PEUSMAT, estão de acordo com a de populações de Culex susceptíveis ao B. sphaericus, indicando que o uso desse larvicida pode continuar sendo feito.

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DOI: https://doi.org/10.14295/BA.v2.0.47

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Sociedade Entomológica do Brasil