Seletividade de Agroquímicos Utilizados na Produção Integrada de Maçã aos Parasitóides Trichogramma pretiosum Riley e Trichogramma atopovirilia Oatman & Platner (Hymenoptera: Trichogrammatidae)

Cristiane Manzoni, Anderson Grützmacher, Fabrizio Giolo, Wagner Härter, Rodolfo Castilhos, Murilo Paschoal

Resumo


Parasitóides do gênero Trichogramma representam uma alternativa no controle de tortricídeos da macieira, porém é necessário empregar agroquímicos seletivos no manejo da cultura. Foi avaliada a seletividade de agroquímicos utilizados na Produção Integrada de Maçãs, aos parasitóides Trichogramma pretiosum Riley e Trichogramma atopovirilia Oatman & Platner (Hymenoptera: Trichogrammatidae) em laboratório, seguindo protocolos da IOBC/WPRS. Foram conduzidos bioensaios com: a) adultos com a exposição a resíduos dos produtos pulverizados sobre placas de vidro; b) estágios imaturos com a aplicação dos agroquímicos sobre ovos de Anagasta kuehniella (Zeller) (Lepidoptera: Pyralidae), contendo o parasitóide nos estágios de ovo-larva, pré-pupa e pupa. A redução no parasitismo (adultos) e redução na emergência de adultos (imaturos), em relação à testemunha foram empregados para classificar os compostos em inócuo (<30%), levemente nocivo (30-79%), moderadamente nocivo (80-99%) e nocivo (>99%). De 60 agroquímicos testados nos bioensaios com adultos de T. pretiosum, 60% foram inócuos, 10% levemente nocivos, 16,67% moderadamente nocivos e 13,33% nocivos. Nos bioensaios com imaturos, dos 19 produtos avaliados, 73,68% foram inócuos a todos os estágios, os demais foram levemente nocivos em pelo menos um dos estágios. Para T. atopovirilia, de 40 agroquímicos avaliados para adultos, 45% foram inócuos, 15% levemente nocivos, 12,5% moderadamente nocivos e 27,5% nocivos; nos bioensaios com imaturos dos 17 agroquímicos testados, 58,82% foram inócuos aos três estágios, enquanto 41,18% foram levemente nocivos, moderadamente nocivos e nocivos. T. atopovirilia foi mais sensível que T. pretiosum aos agroquímicos testados, tanto nos testes com adultos, como nos bioensaios com imaturos.

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DOI: https://doi.org/10.14295/BA.v2.0.50

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Sociedade Entomológica do Brasil